ERP é uma sigla em Inglês que significa Enterprise Resource Planning, ou Planejamento dos Recursos da Empresa.

Podemos entender que o software ERP é um sistema de informática responsável por cuidar de todas as operações diárias de uma empresa, desde o Faturamento até o Balanço Contábil, de Compras a Fluxo de Caixa, de Apuração de Impostos a Administração de Pessoal, de Inventário de Estoque às Contas a Receber, do Ponto dos Funcionários a Controle do Maquinário da Fábrica, enfim, todo o trabalho administrativo e operacional feito numa empresa.

Em sua maioria o software ERP é dividido por módulos. Os módulos refletem 2 visões:

Visão Departamental: Módulo Contábil, Financeiro, Compras, Faturamento, Estoque entre outros, com esta visão é possível manter os processos de cada departamento dentro do mesma tela, facilitando a vida dos usuários e o controle sobre eles, pois não teremos pessoas não envolvidas com o processo de folha de pagamento acessando este tipo de informação, nem funcionários da produção com acesso a lançamentos contábeis.

Visão por Segmento: Avaliando os segmentos das empresas, claramente temos a ciência que cada uma tem suas particularidades, e neste caso, a visão departamental atende a especificações gerais, mas são necessários módulos para atender unicamente algum processo do segmento, por exemplo, uma empresa de Plano de Saúde tem um processo específico que visa atender apenas as suas atividades, diferente de uma empresa de Comércio Exterior que terá que executar processos de despachos aduaneiros, por exemplo, neste caso podemos ter módulos específicos para segmentos de mercado, chamados Verticais.

Os Módulos com a visão departamental visam suportar módulos Verticais na execução das rotinas padrões e que pouco muda de empresa para empresa, como Contabilidade, Contas a Pagar e Receber, por exemplo.

Mesmo o ERP sendo dividido por Módulos, os seus dados são armazenados de forma única, independente do módulo que acessará.

ux-788002_1920

Segundo pesquisas realizadas pelo Aberdeen Group (consultoria americana) estima-se que apenas 27,6% das funcionalidades disponíveis no software ERP são utilizadas.

Atualmente no Brasil e na América Latina, o ERP é utilizado de forma simples, ou seja, muitas funcionalidades e rotinas não são utilizadas, por desconhecimento ou dificuldade de organização interna das empresas.

A maturidade de gestão das empresas com o ERP ainda é tímida e com foco principal em processos básicos de organização, ainda assim nestes processos, com alto índice de retrabalho e não-confiabilidade dos dados gerados.

Pensando nisso, a AFSouza separou para vocês 10 dicas para se escolher um ERP, segundo o profissional Edgar Marçon, diretor da PLK Consulting, que atua com implementação e melhoria de processos operacionais, deve haver cuidado na hora da seleção, levando-se em conta a maturidade e estabilidade das propostas.

“Tenha em mente que se trata de uma escolha para mais de uma década, é importante que a visão seja global, uma vez que é alto o risco de tomar uma decisão com pouca base ou com informações superficiais”, afirma.

  1. Definir previamente as necessidades, focos e prioridades da empresa, além de identificar o real objetivo de implantar o novo sistema.
  2. Envolver os principais usuários que serão os responsáveis pela implantação desde o inicio do processo, participando inclusive da escolha do Sistema.
  3. Comparar os sistemas, em bases homogêneas, priorizando processos mais importantes para a empresa, não apenas os que atualmente requerem melhorias.
  4. A definição deve ser feita por comitê com autonomia de decisão, tendo representação das diversas áreas da organização e, se for necessário, incluir um diretor e colaborador da área de compras para negociação.
  5. Verificar a capacitação e experiência de implantação do parceiro, comprometimento que terá com o projeto e o nível de conhecimento dos consultores que estarão participando da implantação.
  6. Antes da definição final, procure visitar clientes usuário do sistema de preferência que tenham o mesmo porte e mercado para conhecer as experiências no processo de implantação, dificuldades de configurações, etc. Incluir também a referencia prática da dimensão dos recursos de infraestrutura, assim será possível coletar sugestões e reduzir riscos na implantação.
  7. Manter a visão holística e plana, verificando o atendimento dos processos da empresa de forma integrada.
  8. Avaliar a tecnologia aplicada no sistema verificando a atualização, se está dentro das tendências e se há pessoal capacitado disponível.
  9. Avaliar o sistema por pontuação em critérios previamente definidos e ponderados conforme a necessidade da Empresa, a pontuação deve ser definida pelo comitê.
  10. A avaliação dos valores financeiros deve incluir o valor de compra das licenças, custo de manutenção para no mínimo três anos, custo da implementação, de mão de obra extra ou pós implementação, além de verificar como será a cobrança de viagens e estadias dos consultores.
Fonte: Info Exame